março 31, 2005

Floresta

Entre o terror e a noite caminhei
Não em redor das coisas mas subindo
Através do calor das suas veias
Não em redor das coisas mas morrendo
Transfigurada em tudo quanto amei

Entre o luar e a sombra caminhei
Era ali a minha alma, cada flor
- Cega, secreta e doce como estrelas -
Quando a tocava nela me tornei

E as árvores abriram os seus ramos
Os seus ramos enormes e convexos
E no estranho brilhar dos seus reflexos
Oscilavam sinais, quebrando ecos
Que no silêncio fantástico beijei.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Publicado por Ju em 01:55 AM | Comentários (0)

Ainda cá ando...

Não tenho escrito. Nem muito nem pouco. Aqui ou noutro lado qualquer.
Ando cheia. De trabalho, e de outras coisas. De tudo.
Estou sem tempo e sem paciência.
As coisas não andam bem por estes lados. Ou seja, eu não ando bem.
E sou tão transparente que se reflecte em tudo. E de que maneira. Começando pela gripe "incurável" e constante que me dura há mais de um mês. Piorou, melhorou e agora, depois de piorar outra vez (tive um lindo feriado), parecia que ia melhorar, mas não, está a degenerar numa otite! Lindo!
As pessoas olham para mim e vêem logo que as coisas não estão bem por aqui.
Sem sequer me conhecerem assim tão bem. Mas tudo em mim reflecte o que me vai na alma.
E quem devia conseguir ver isso, não vê.
Porque eu também disfarço muito bem.
Nunca se passa nada.
Está sempre tudo bem. O mundo é lindo, maravilhoso, e eu estou sempre zen com o que se passa em meu redor. Como é que podem reparar que eu não estou feliz, se eu nunca me queixo?
De que é que me serve?
Não é assim que as coisas vão mudar, ou que vou ser mais feliz, porque é que hei-de de despejar queixumes constantes nos ouvidos dos outros?
O que (mais) será preciso fazer para fugir a este marasmo?
Cada vez me custa mais sair da cama...

(Tem graça, já reparaste que mesmo afastadas, sentes sempre o que se passa comigo?...
E nem contigo posso falar destas coisas agora, porque só vou ficar pior...)

The wind is changing...

Publicado por Ju em 01:45 AM | Comentários (1)

In this, oh so still, hours of quiet despair!

Nestes dias sinto-me oca, vazia, e mesmo assim, pesada como chumbo.
Os pés quase não saiem do chão...
Sentes-te bem? (Claro que não!)
Sim, claro!
Apetece-me chorar o que me vai na alma...
Gritar para quebrar este silêncio!
Que se passa contigo? (Tudo!)
Nada, nunca se passa nada comigo.
Nesta altura apetece-me voar, desaparecer numa nuvem qualquer ou numa onda do mar...

Quando é que esta névoa se dissipa?

Quando posso voltar a respirar?

Esta chuva negra cai sem cessar e não consigo ver o sol...

Xiu. Silêncio.

Pára!

Publicado por Ju em 12:41 AM | Comentários (0)

março 28, 2005

"Logo q nasci"

Logo que nasci
Foi-me dada ordem
De me procurar
Logo assim e aqui
Não vou ter descanso
Em nenhum lugar

Natércia Freire

Publicado por Ju em 11:19 PM | Comentários (0)

Sorry...

A coisa anda tão agreste q me esqueci de cá vir comemorar...
É que aqui o estaminé fez 1 anito este mês...

Parabéns pá!

Publicado por Ju em 11:17 PM | Comentários (3)

março 13, 2005

Sempre a mesma fita...

Porque é que estes gajos quando andam carentes, agem todos da mesma maneira?

É sempre o mesmo filme...

Publicado por Ju em 03:22 AM | Comentários (5)

Olha olha

tá mesmo quase...
Já só faltam 5 dias...

Publicado por Ju em 03:18 AM | Comentários (1)

.

Afirmas que brigámos. Que foi grave.
Que o que dissemos já não tem perdão.
Que vais deixar aí a tua chave
e vais à cave içar o teu malão.

Mas como destrinçar os nossos bens?
Que livro? Que lembranças? Que papel?
Os meus olhos bem vês, és tu que os tens.
Não te devolvo - é minha! - a tua pele.

Achei até um sonho muito velho,
não sei se o queres levar, já está no fio.
E o teu casaco roto, aquele vermelho
que eu costumo usar quando está frio?

E a planta que eu comprei e tu regavas?
E o sol que dá no quarto de manhã?
É meu o teu cachorro que eu tratava?
É teu o meu canteiro de hortelã?

A qual de nós pertence este destino?
Este beijo era meu? Ou já não era?
E o que faço das praias que não vimos?
Das marés que estão lá à nossa espera?

Dividimos ao meio as madrugadas?
E a falésia das tardes de Novembro?
E as sonatas que ouvimos de mãos dadas?

De quem é esta briga? Não me lembro.

Rosa Lobato Faria

Publicado por Ju em 12:17 AM | Comentários (0)

O que é Nacional é bom!

Principalmente se for da Madeira...

Publicado por Ju em 12:07 AM | Comentários (0)

março 11, 2005

Buáááá!

Apagaram-me o blog!!! (Outra vez...)

Publicado por Ju em 01:09 PM | Comentários (0)